Brasil

Problemas de casco (pododermatites)

O que são?

São diversas afecções que acometem as diferentes regiões dos cascos dos bovinos. Podem ter diversos fatores predisponentes, tais como: deficiências e desequilíbrios nutricionais, corpos estranhos, tipo de piso, traumas, comportamento e infecções. Todos estes fatores contribuem para a penetração e proliferação de bactérias que causam podridão dos cascos e agravamento do problema inicial.

Como detectar a doença?

Animais com problemas de cascos são facilmente identificados porque relutam em caminhar, afastam-se dos demais e apresentam claudicação (“manqueira”) do membro afetado. Além destes sinais típicos, a temperatura corporal pode elevar-se acima de 40 °C, a coroa do casco pode apresentar-se avermelhada, inchada e mais quente do que outras partes do corpo. Muitas vezes observa-se a presença de lesões ulcerativas (“feridas”) entre os cascos, os quais possuem um tecido necrótico (“podridão”) e mau cheiro, que pode conter sangue, pus ou corpos estranhos.

Em casos extremos, uma ou ambas as unhas podem cair. Nos casos de tiloma (“gabarro”), uma massa composta de tecidos moles e pele, cresce entre as unhas, atrapalhando a locomoção normal do animal, e pode romper-se, tornando-se uma área de intensa contaminação bacteriana, com posterior acometimento por bicheiras.

Como tratar?

O primeiro passo no tratamento de problemas de cascos consiste em conter o animal adequadamente, lavar bem o local afetado com água e sabão e limpar a lesão com material específico de casqueamento, removendo todo o tecido necrosado (“podre”). Este procedimento é popularmente conhecido como “toalete do casco”, que também serve para corrigir o casco e tirar a pressão da pisada do local da lesão. Após este procedimento, realizar a desinfecção da lesão com solução de bicarbonato de sódio em água morna. Enxugar e avaliar a condição da lesão: se não houver ferida aberta (“carne viva”), aplicar Formoped® em toda a área limpa; se houver ferida aberta, aplicar Terra-Cortril® Spray no local. Em casos de ferida aberta muito extensa, recomenda-se protegê-la com uma bandagem feita com algodão hidrofóbico, faixa e esparadrapo.

O tratamento com antibióticos injetáveis e de longa ação também é muito importante para o sucesso terapêutico (como Terramicina® mais). A dose indicada é 1 mL para cada 10 kg de peso corporal pela via intramuscular profunda, e não devem ser injetados mais de 10 mL em um mesmo local.

Como evitar?

É extremamente importante estar sempre atento à nutrição (acidose), presença de objetos que possam causar ferimentos, tipo de piso e comportamento (sodomia), pois estes fatores podem levar a traumas iniciais nos cascos, que por menores que sejam, são porta de entrada para bactérias que levarão à podridão dos cascos.

Extraído e adaptado de http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/sanidade/infeccao-umbelical-em-bezerros-de-corte-5104/ autores: Everaldo Dutra (Professor Adjunto do DAPSA, Unesp, Campus de Araçatuba, SP) e Luiz Carlos Louzada Ferreira (Médico Veterinário autônomo, Campo Grande, MS). Literatura consultada para onfalite: Riet-Correa et al. 1998. Doenças dos ruminantes e equinos. Editora Universitária, Pelotas, RS. 658 p.

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