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O papel da imunidade maternal para o controle de Gumboro

A doença de Gumboro é uma importante enfermidade das aves que já casou e continua causando significativas perdas zootécnicas e financeiras em função da imunossupressão. No programa de imunização a essa doença, as vacinas nas reprodutoras de origem e na ave - in ovo/recém-nascida/nos primeiros dias de vida são essenciais para evitar desafios de campo.

O desenvolvimento da avicultura e a busca por proteção mais precoce das aves fez com que as vacinas migrassem das granjas para os incubatórios.

Com esse avanço, as produções avícolas mundiais conseguiram melhores resultados frente a tal enfermidade, pois nos incubatórios tem-se aplicações individuais (in ovo ou subcutânea) e melhores padrões de qualidade para os processos de vacinação.

Além disso, a imunidade transferida das reprodutoras exerce função essencial na proteção contra a doença de Gumboro, pois da aplicação in ovo/no pinto até a soroconversão que confere proteção, existe um “janela” de alguns dias e, durante esse período, o controle dos desafios de campo é dependente, principalmente, das imunoglobulinas maternais (IgY).

O programa vacinal das reprodutoras determina que tipo de proteção contra Gumboro será transferida para suas proles. As vacinas vivas são responsáveis pelos estímulos iniciais do sistema imune (primer) e as inativadas elevam a quantidade de anticorpos circulantes. Mensurar a quantidade de imunoglobulinas circulantes nas reprodutoras é um bom indicativo para estimarmos a quantidade de anticorpos maternais que os pintos terão ao nascer. Sabemos que a taxa de transferência para Gumboro é em torno de 70%. Ou seja, ilustrando em números fictícios, se temos um lote de reprodutoras com título médio de 5000, os pintos provindos das mesmas terão título médio de aproximadamente 3500.

Devido à importância dos anticorpos maternais para a doença de Gumboro, é essencial que os responsáveis sanitários pelas unidades produtivas avícolas acompanhem os resultados sorológicos antes de iniciar o aproveitamento das produções de ovos. Outro ponto importante é comparar a performance das diferentes vacinas inativadas para Gumboro disponíveis no mercado, pois dependendo do vírus e do adjuvante utilizados, as vacinas podem estimular títulos mais altos nas reprodutoras e, consequentemente, melhor transferência e proteção para os pintos.

Autor:

M. V. Dircélio JuniorServiços Técnicos  | Zoetis – Aves