Postura Comercial, Sanidade

Importância da Coriza Infecciosa para Poedeiras Comerciais

Quando pensamos em vacinação de aves comerciais, devemos levar em consideração diversos fatores no momento da escolha do programa de imunização, entre eles, localização da granja, ambiência, desafios sanitários, biosseguridade e sistema de produção.

Se o foco for especificamente a postura comercial, a decisão de quais vacinas utilizar deve ser multifatorial. Para evitar perdas econômicas irreparáveis, é imprescindível que os técnicos das empresas tenham um bom conhecimento epidemiológico da região onde suas granjas estão inseridas e também uma profunda base teórica de como as diversas doenças e seus agentes causadores podem infectar as aves.

A Coriza é uma doença que merece destaque, pois gera queda de até 40% no desempenho geral dos lotes (principalmente de poedeiras) e sérios  prejuízos econômicos.

A doença tem um curto período de incubação, variando de 24 a 72 horas. Alguns dos sintomas característicos são: edema facial, como o representado na figura 1 (unilateral ou bilateral), conjuntivite catarral, barbelas inchadas, estertores respiratórios, descarga nasal de conteúdo seroso a mucoide. A presença de infecções concomitantes decorrentes de outros agentes patogênicos (E. coli, micoplasmas, vírus da bronquite infecciosa, da laringotraqueíte, da pneumovirose, entre outros) pode levar a uma complicação do quadro clínico. Odor fétido e característico, aerossaculite e aumento da mortalidade, por exemplo, são observados nesta condição, que passa a ser chamada de coriza infecciosa complicada.

Figura 1. Fonte: Curso de Sanidade Avícola.
Figura 1. Fonte: Curso de Sanidade Avícola.

Diversas doenças podem ser confundidas com a coriza infeciosa, como é o caso da pasteurelose aviária, síndrome da cabeça inchada, avitaminose A, Influenza Aviária, micoplasmose (DCR). Logo, a única maneira de obtermos um diagnóstico definitivo é através de exames laboratoriais, seja por meio de isolamento bacteriano ou através de técnicas de detecção molecular (PCR). A sintomatologia clínica e dados epidemiológicos ajudam na investigação. Como o patógeno sobrevive pouco tempo fora do hospedeiro, geralmente as cabeças das aves afetadas são acondicionadas em caixas isotérmicas com gelo e enviadas ao laboratório, onde se faz a coleta de exsudato dos seios para encontrar o agente infeccioso (figura 2).

Figura 2. Fonte: crmvmg.gov.br
Figura 2. Fonte: crmvmg.gov.br

Sendo assim, a vacinação é considerada uma excelente ferramenta para a prevenção dessa enfermidade e é rotineiramente utilizada em aves de vida longa (poedeiras comerciais e reprodutoras), sendo recomendada a aplicação de no mínimo duas doses da vacina inativada (bacterina) antes que as aves iniciem o período de produção. Em locais com alto desafio de campo, pode haver a utilização de uma terceira dose. As vacinas disponíveis hoje no mercado contém a bactéria inativada em sua composição e podem ser adsorvidas em conteúdo aquoso ou oleoso e os locais mais comuns para aplicação são peito e coxa, por via intramuscular. Essas vacinas configuram uma excelente opção de proteção frente à coriza e têm fornecido ótimos resultados de campo. Existe ainda a possibilidade de uso de vacinas autógenas, no caso de nenhum programa de vacinação com bacterinas conseguir controlar os desafios de campo ou até mesmo como uma opção complementar. Entretanto, há fatores que devem ser considerados antes da escolha dessas vacinas. Um deles é que algumas aves podem apresentar reações severas após sua aplicação, podendo ser necessário o uso de antibióticos.

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Autor:

Antônio NetoM.V Serviços Técnicos  | Zoetis – Aves