Frangos de Corte, Postura Comercial, Sanidade

Como monitorar o programa de vacinação contra a doença de Marek?

O principal alvo do vírus da doença de Marek (MDV) é o linfócito, sendo um vírus altamente contagioso com característica linfoproliferativa, oncogênica e imunossupressora. A replicação do vírus patogênico ocorre nas células epiteliais da camada queratinizante do folículo das penas e depois partículas altamente infecciosas (escamação das penas) se desprendem e se disseminam pelo ar. A quantificação do MDV no folículo da pena, em escamação das penas contida na poeira colhida nos exaustores de ar dos galpões, na poeira dos galpões e em órgãos linfoides tem sido utilizada para determinar correlações entre virulência, infectividade, velocidade de contágio e disseminação lateral. A mesma técnica também serve para estudos com as estirpes vacinais do MDV1 (CVI988), MDV2 e MDV3 (HVT) permitindo comparar e monitorar diferentes programas vacinais e o comportamento de cada cepa vacinal.

Através desses trabalhos foi demonstrado que, ao contrário do MDV1 e do MDV2, o HVT não se dissemina rapidamente entre as aves no início da vida. Portanto, aves vacinadas com o HVT não apresentam o que chamamos de spread (disseminação lateral da estirpe vacinal).

A maneira mais prática e eficaz de realizar essas investigações é através da coleta e análise do folículo da pena (ver imagem). A partir desse material, são realizados exames de PCR em tempo real onde podemos amplificar sequências alvo de cada uma das frações, sendo utilizados os genes específicos Meq para o CVI (sorotipo 1) e o sORF1 para o HVT (sorotipo 3). Os resultados normalmente são expressos em concentração relativa de DNA viral por DNA celular da ave (cópias de vírus vacinal/10.000 células somáticas).

A aplicação prática dessa técnica é especialmente importante para a doença de Marek, pois a geração de imunidade para essa enfermidade viral é predominantemente celular e as técnicas normalmente utilizadas para monitoria sorológica não se aplicam. Portanto, o Feather PCR permite um monitoramento tanto do desempenho das vacinas como do processo de vacinação, pois consegue medir a replicação do vírus vacinal (pega da vacina).

Conheça nossas soluções para controle da doença de Marek por meio da vacina HVT e HVT +CVI.

Como monitorar o programa de vacinação contra a doença de Marek?

Autor:

Eduardo Muniz – Médico-Veterinário | Me. | Dr. | Gerente de Serviços Técnicos e Outcomes Research | Zoetis – Aves