Frangos de Corte, Postura Comercial, Sanidade

O que considerar na hora de montar um programa de monitoria sanitária?

Antes de iniciar um programa de monitoria sanitária, é importante definir algumas perguntas que se deseja responder. Por exemplo: o problema sanitário que desejo investigar tem maior incidência em uma região específica? Pode estar relacionado com a origem dos pintainhos? Este problema aumentou em relação ao mesmo período do ano anterior? Isso porque essas e outras perguntas ajudam a definir o plano de amostragem que será feito para conseguir uma resposta assertiva.

O plano de amostragem ideal deve categorizar os fatores de investigação na forma de estratos. Exemplos de estratos podem ser região, tipo de galpão, tipo de manejo, tecnologia dos equipamentos, nível de biosseguridade, etc. Quanto maior a amostragem, mais próximos da realidade populacional são os resultados. Considerando que algumas análises demandam investimento e tempo, um tamanho de amostra entre 10 e 20% da população (considerando o galpão como unidade epidemiológica) é suficiente para obter um resultado representativo.

Ave de corte em foco

Na hora de amostrar um grupo de aves (geralmente 5 são suficientes) para uma necropsia de monitoria, é importante escolher indivíduos representativos da granja. Em lotes com menor uniformidade, deve-se escolher indivíduos acima e abaixo do tamanho médio, mas também evitando pegar aves doentes ou refugo. Sempre que possível, escolher os indivíduos de forma distribuída dentro do galpão (início, meio e final). Essa mesma abordagem é válida para coleta de amostras para monitoria sorológica, porém, com um número mínimo de 20 soros por lote.

Ao montar o checklist de necropsia, é importante englobar os principais sistemas de órgãos das aves. Com isso, espera-se ter uma visão geral de como os programas vacinais e alimentares estão se comportando, por meio dos achados macroscópicos.

Por fim, na hora de analisar os dados, o uso da estatística é de fundamental importância. Diferenças numéricas ajudam a identificar tendências, mas apenas a análise estatística confirmará o quão significativas são as diferenças observadas. No momento da análise, sempre que possível, é importante avaliar se existe correlação dos dados de necropsia ou sorológicos com os de desempenho zootécnico.

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Autor:

Antonio Kraieski – Médico-Veterinário | Msc. | Serviços técnicos – Aves