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A prevenção de Colibacilose através da vacinação

Os tratamentos da Colibacilose tendem a ter melhores resultados quando iniciados na fase inicial da doença, mas podem ser caros e pouco eficientes. Assim, medidas preventivas são necessárias e exigidas. Porém, independentemente da providência escolhida, há de ser feita com critério, mirando a maior quantidade de eficiência possível. Para isso, as vacinas se tornam uma grande alternativa.

Sobre os possíveis tratamentos, medicações solúveis e injetáveis podem ser adotadas quando se tem segurança de que a aplicação será adequada e todas as aves receberão a dose necessária durante o tempo estimado de tratamento. Caso contrário, pode ser feita a opção de tratamento via ração, desde que se garanta o consumo desejado de ração tratada por cada ave e a fábrica de ração tenha as condições necessárias para isto.

O grande número de cepas resistentes aos medicamentos mais utilizados na avicultura, além do fato de alguns genes de resistência serem transmitidos para outras bactérias via plasmídeos, aumentam a necessidade de se conhecer o perfil de resistência das amostras, por meio de provas de antibiograma. Isso reduziria os gastos com medicações ineficientes ou dosagens elevadas de determinadas substâncias antimicrobianas.

Dentre as principais medidas de biosseguridade, é possível destacar um manejo focado em ambiência, visando uma boa qualidade de ar, ventilação mínima, baixa concentração de amônia e redução da poeira, medidas que reduzam os desafios para enfermidades respiratórias, imunossupressoras e micotoxinas, além de um bom programa vacinal e boas práticas de higienização nos incubatórios e granjas.

A prevenção de Colibacilose através da vacinação

A utilização de vacinas específicas tem sido uma arma importante na prevenção desta enfermidade. Vacinas inativadas autógenas podem ser utilizadas em matrizes e aves de postura comercial, entretanto, o sucesso dessas bacterinas é limitado ao controle de amostras do mesmo sorogrupo, já que não produzem proteção cruzada contra amostras diferentes.

Aliás, quem vem se mostrando a ferramenta mais versátil na prevenção da Colibacilose, é a vacina viva. Além da facilidade de aplicação e segurança (sem reações vacinais), ela pode proteger as aves contra amostras de diferentes sorotipos.

Portanto, o uso estratégico desse recurso tem se mostrado muito eficiente em aves de vida longa e em frangos de corte, pois, além de reduzir a mortalidade em situações de desafio por APEC’s, contribui para melhoria dos resultados zootécnicos, redução de despesas com medicações e revitalização o programa de antibióticos.

Autor:
Gleidson Salles – Médico-Veterinário | Me. | Assistente Técnico