E Coli, Food Safety, Frangos de Corte, Postura Comercial

O ressurgimento do protagonismo da Colibacilose na avicultura

Desde o início da produção de aves em grandes escalas, poucos agentes infecciosos de importância para a avicultura estão presentes de forma tão disseminada como a Escherichia coli (E. coli). Essa doença secular aparece com grande frequência, sendo responsável por causar prejuízos zootécnico e financeiro relacionados a essa bactéria.

Assim, granjas que produzem aves para corte, postura comercial, assim como reprodutoras, estão susceptíveis aos prejuízos gerados por este patógeno. Nos abatedouros, também são grandes as perdas causadas por condenações provocadas por esta bactéria, e essas podem ser ainda maiores durante a evisceração, devido à entrega de lotes com maior grau de desuniformidade.

Tradicionalmente, a Colibacilose era tratada como um problema secundário a outro fator, sanitário ou ambiental, que diminuía a resistência das aves e abria portas para o crescimento deste microrganismo. Desta forma, o controle de diferentes agentes infecciosos continua sendo fundamental para diminuir a incidência de casos dessa doença.

Entretanto, amostras de E. coli patogênica para aves (APEC - Avian Pathogenic Escherichia coli) cada vez mais agressivas e mais resistentes aos antibióticos comumente usados, associadas a redução do uso de antibióticos pelas indústrias produtoras de frangos, também têm sido incriminadas como causadoras de problemas primários. Portanto, está obrigando as empresas a adotarem medidas estratégicas específicas para o controle das diferentes formas clínicas de Colibacilose.

Nesta figura 2 abaixo, é possível verificar a velocidade da retirada dos antibióticos pela indústria americana ao longo dos últimos 5 anos.

O ressurgimento do protagonismo da Colibacilose na avicultura

Fonte: Rennier Associates, Inc

Autor:
Gleidson Salles – Médico-Veterinário | Me. | Assistente Técnico