Brasil

Pesquisa traz dados sobre precocidade sexual de novilhas Nelore

Evolução genética foi estímulo para alavancar estudo de quase uma década

Com mais de 20 anos de história, a Fazenda Tulipa, localizada em Campinorte – GO, destaca-se pela busca constante de métodos que levem à evolução genética do rebanho da fazenda. Durante quase uma década, a propriedade realizou um trabalho de seleção para o melhoramento genético por meio da diminuição da idade para a primeira prenhez de novilhas Nelore.

“Queremos identificar vacas com maior potencial reprodutivo, aumentar a lucratividade por meio do aumento no número de bezerros produzidos pela fixação do gene da precocidade e, também, diminuir a idade do primeiro parto”, explica Rodrigo Brüner, administrador agropecuário da fazenda.

Na estação de monta, que acaba de se encerrar, foram utilizadas 855 novilhas entre 11 a 16 meses, que representam todas as novilhas da última safra independentemente do peso. Antes de começar a trabalhar com animais precoces, a Tulipa utilizava o método de manejo tradicional: com cerca de 22 a 24 meses realizava-se a IATF mais repasse com touros e descartavam-se as vazias ao final da estação de monta.

“Começamos este trabalho de precocidade em 2007, desafiando animais entre 16 e 18 meses (chamadas Precoces). Três anos mais tarde, na estação 2010/2011, passamos a desafiar as novilhas entre 14 e 15 meses (chamadas Super Precoces). No ano passado foi a primeira vez que passamos a desafiar nossas novilhas com idade entre 11 e 13 meses (chamadas Diamantes) à IATF e os resultados foram animadores: 45% das novilhas Nelore induzidas à ovulação e submetidas à inseminação artificial ficaram prenhas na primeira IATF, com idade média de 14 meses. Com a ressincronização dos animais vazios veio nossa surpresa maior: atingimos 70,52% de prenhez nas novilhas com idade média de 15 meses em duas IATF. Aguardamos agora o resultado de prenhez com o repasse de Touros para identificar os animais precoces do lote, já que as categorias Super Precoce e Diamante estão todas prenhas de inseminação. Nossa meta era atingir 70% de prenhez após dez anos de desafio na categoria Precoce e ao longo dos anos conseguimos desafiar esses animais cada vez mais jovens e atingimos nossa meta um ano mais cedo”, afirma Brüner. 

“Em resumo, conseguimos identificar fêmeas mais precoces e férteis que dentro do rebanho irão proporcionar um incremento no número de bezerros produzidos por ano, aumentando a rentabilidade do sistema – que está diretamente vinculado ao peso dos bezerros produzidos por safra, redução da IPP (Índice de Preços ao Produtor), e consequente fixação do GENE que está atrelado ás características de maior retorno econômico”, conclui Rodrigo Brüner.

Os resultados com o novo método utilizado foram apresentados em uma palestra no XX Curso Novos Enfoques, que ocorreu em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O evento, cujo objetivo é transmitir para o mercado informações relevantes e que contribuam para o crescimento do setor, contou com o patrocínio máster da Zoetis.

Sobre a Zoetis

Zoetis é uma companhia global líder em saúde animal, dedicada a apoiar os clientes e seus respectivos negócios. Com um legado de 60 anos de história, a Zoetis descobre, desenvolve, fabrica e comercializa medicamentos e vacinas de qualidade, além de oferecer uma linha de produtos para diagnósticos e testes genéticos, somados a uma série de serviços. A Zoetis trabalha continuamente com veterinários, produtores e pessoas que criam e cuidam de animais em mais de 100 países. Em 2015, a empresa obteve faturamento de 4,8 bilhões de dólares com cerca de 9 mil funcionários. Para mais informações, acesse zoetis.com.br.

 

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